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Notícias 7/8/2017 16:7:4 » Por Leonardo Lelis (MTB 56291) Atualizado em 8/8/2017 11:8h

Grupo de estudo discute propostas para melhorar condições de trabalho dos empregados em lavanderias

Representantes dos trabalhadores se reuniram na FETHESP para discutir questões como jornada de trabalho; escalonamento de funções e quadro de atividades; estatuto normativo; medicina e segurança no trabalho





Formação do grupo de estudos consta da cláusula 87ª da Convenção Coletiva de Trabalho dos Empregados em Lavanderias, assinada em novembro de 2016

 

Dirigentes dos sindicatos filiados à Federação dos Empregados em Turismo e Hospitalidade do Estado de São Paulo - FETHESP que representam empregados em lavanderias se reuniram nesta quinta-feira (03/08), na sede da federação, em São Paulo, para dar continuidade aos trabalhos do grupo de estudo constituído na assinatura da Convenção Coletiva da categoria, em novembro de 2016.

Os assuntos abordados pelos sindicalistas envolvem: Viabilidade de estatuto normativo para definição de cargos e nomenclaturas das funções dos empregados em lavanderias; Jornada de trabalho aos domingos e feriados; Critérios a serem adotados na área de separação e lavagem de roupas (área suja), objetivando evitar acidentes no trabalho, ocorridos com materiais perfuro cortantes na separação de roupas oriundas de hospitais e clínicas; Ampliação da atuação preventiva de saúde e segurança do trabalho nas lavanderias domésticas e industriais para cumprimento de dispositivos das Normas Regulamentadoras 7, 9, 12 e 13.

Segundo o presidente da FETHESP, Rogério Gomes, que coordena o estudo, o grupo também propõe avaliar junto ao sindicato patronal os impactos da reforma trabalhista na Convenção Coletiva, uma vez que o trabalho já iniciado passa por questões modificadas pela nova lei (Lei nº 13.467/2017).

Gomes avalia que a regulamentação de jornada intermitente e de insalubridade no trabalho irão impactar diretamente a categoria. “Nossa federação está muito preocupada com a adoção de trabalhadores no regime intermitente para cobrir a alta demanda de trabalho aos finais de semana, pois é quando há maior necessidade de lavagem de roupas, principalmente nos setores hoteleiro e hospitalar.”

A nova lei também permite que grávidas e lactantes trabalhem em ambiente insalubre de grau médio e mínimo, a menos que haja atestado recomendando a necessidade de afastamento, assinado por um médico. “As entidades sindicais deverão garantir que as mudanças instituídas não sejam a prejuízo da classe trabalhadora” disse o presidente. “Por isso, é extremamente importante que o grupo se antecipe às alterações para garantir os melhores acordos para ambas as partes, e nunca a prejuízo dos trabalhadores.”


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