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História

 

Em 1958, em meio à euforia do crescimento, a conquista do primeiro título mundial de futebol, buscando uma maior representatividade e consolidação do trabalhadores em Turismo e Hospitalidade no Estado de São Paulo, os sindicatos fundadores, liderados por Américo Gomes Novoa, se reuniram em 20 de novembro de 1958 à Rua Quintino Bocaiuva, 262, São Paulo/SP, às 20h para deliberar sobre a criação da FETHESP - FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS EM TURISMO E HOSPITALIDADE DO ESTADO DE SÃO PAULO, seus estatutos sociais e eleição da diretoria provisória, qual seja, Presidente – Carlos Pinto de Carvalho, Pedro de Freitas e Alceu Vieira de Andrade (suplentes Zenaide Lopes da Silva, Gentil Martins de Assis e Renato Moreira).

Mais tarde, Américo Gomes Novoa viria ocupar juntamente com a 1ª diretoria eleita a função de secretário executivo e administrativo da  nova federação. 

A 1ª Diretoria com mandato de 1959/1961 era composta dos seguintes companheiros Presidente – Carlos Pinto de Carvalho; Vice – Presidente – Pedro de Freitas; Secretário Geral – Alceu Vieira de Andrade; Suplentes  José Bonifácio de Souza Curado; Alberto dos Santos; José Manoel de Oliveira; Conselho Fiscal Efetivo: Gentil Martins de Assis; Angelo Maracini; Renato Moreira; Conselho Fiscal Suplentes: Irineu Antonio; Mauro Forte; e Alberto dos Santos.

Durante a gestão da primeira diretoria, cinco novos sindicatos foram criados: O SINDICATO DOS EMPREGADOS EM EMPRESAS DE TURISMO DE SÃO PAULO e o SINDICATO DOS EMPREGADOS EM INSTITUIÇÕES BENEFICENTES, RELIGIOSAS E FILANTRÓPICAS  DE SÃO PAULO, ambos em 1959.

Em 1960, o SINDICATO DOS EMPREGADOS EM TURISMO E HOSPITALIDADE DE CAMPINAS; o SINDICATO DOS EMPREGADOS EM EDIFÍCIOS EM CONDOMÍNIOS DE SANTOS, SÃO VICENTE E CUBATÃO E EMPREGADOS EM EMPRESAS DE COMPRA, VENDA, LOCAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE IMÓVEIS RESIDENCIAIS E COMERCIAIS DE SANTOS, SÃO VICENTE, PRAIA GRANDE E CUBATÃO e o SINDICATO DOS EMPREGADOS EM CASAS DE DIVERSÕES DE SÃO PAULO.

Enquanto o sindicalismo crescia e os sindicatos se estruturavam o país começava a viver novos e difíceis momentos.

O sucessor de Juscelino Kubitschek, Janio Quadros, renunciou ao cargo de presidente, surpreendendo a todos.

Seu vice, João Goulart, assumia e com ele idéias que iriam conturbar o Brasil.

As crises geradas durante o governo de João Goulart, acabariam levando o Brasil a um golpe militar.

O golpe militar de 1964 significou a mais intensa e profunda repressão política que a classe trabalhadora enfrentou na história do país. As ocupações militares e as intervenções atingiram cerca de 2 mil entidades sindicais em todo o país.

Suas direções foram cassadas, presas e exiladas. A desarticulação, repressão e controle do movimento foram acompanhados de uma nova política de arrocho de salários, da lei antigreve e do fim do regime de estabilidade no emprego.

A ditadura passou a se utilizar de práticas de tortura, assassinatos e censura, acabando com a liberdade de expressão, organização e manifestação política.

Entre 1964 e 1968 a FETHESP passou por um período de interdição, resultado da dura política de repressão do regime militar.

A partir de 1969 a direção da Federação desenvolve um novo sistema de trabalho em busca de novas perspectivas para o grupo de turismo e hospitalidade do estado. Tendo na presidência Américo Gomes da Silva, a entidade passa por um momento de grande expansão, agregando e ajudando a criar um grande numero de sindicatos. Américo Gomes da Silva presidiu a FETHESP por 30 anos de 1969 a 1999 criando 21 sindicatos, 2 federações, quais sejam: a FEMACO - Federação dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Ambiental, Urbana e Áreas Verdes no Estado de Sao Paulo e a FECOESP - FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS EM EDIFÍCIOS E CONDOMÍNIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO, uma confederação (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade – CONTRATUH a qual presidiu por 5 anos. Além de participar da criação de entidades de cunho internacional como a FLACTUR – Federação Latino Americana e Caribe dos Trabalhadores em Turismo.

Na década de 70 começa a surgir um novo sindicalismo, que retomou as comissões de fábrica e propôs um modelo de sindicato livre da estrutura sindical atrelada.

Este fenômeno aparece com maior nitidez no ABC paulista devido principalmente a grande força do sindicato dos metalúrgicos e sua importância.

A partir de 1978, o cenário político e social é rico em experiências de organização e luta da classe trabalhadora no Brasil, numa perspectiva de unidade e luta contra o governo e contra os patrões.

O novo sindicalismo no Brasil começa nesse momento.

O movimento desafia a Lei de Greve, imposta pelo regime militar. É um gesto corajoso. O regime responde com dureza a ousadia dos sindicalistas.

Depois disso, muita coisa começa a mudar no País.

Em 1979 o general João Batista Figueiredo assume o comando e, em seu discurso de posse, promete fazer do País uma democracia. E quem fosse contra, ele arrebentava e mandava prender

No fim dos anos 70 e início dos 80, as categorias mais mobilizadas davam o tom das lutas sindicais. Foi assim com as sucessivas políticas de indexação salarial, que uma vez conquistadas logo terminaram se tornando regra geral para todos os assalariados.

Na década de 80 fazendo coro às demais instituições sindicais nacionais a FETHESP participou ativamente das propostas da constituinte que mais tarde foram transformadas em efetivos direitos constitucionais, normas que até os dias atuais garantem em sua plenitude uma melhor condição de vida para os trabalhadores, resultando na constituição federal do Brasil.

Até o final dos anos 80 e mesmo no início dos 90, já com algumas dificuldades, o movimento sindical brasileiro cumpriu o papel de irradiador de conquistas sociais por todo o país.

O que veio a ser denominado de novo sindicalismo, nos anos 80 caracterizou-se por uma nova prática sindical pautada na plena liberdade de criação e respeito aos sindicatos pré existentes, firmando a organização da base, da construção da intervenção operária nos locais de trabalho, considerado uma das principais debilidades do sindicalismo brasileiro.

Firma-se o sindicalismo brasileiro na ampliação de seus espaços de negociação coletiva. O grupo Turismo e Hospitalidade sob a coordenação da FETHESP passou a adotar a prática das negociações conjuntas conseguindo mobilizar todo o estado de são Paulo através de pautas unificadas de reivindicações salariais e sociais. Com isto as negociações encabeçadas pela FETHESP foram coroadas de êxito para todas as categorias do grupo. A prova do acerto desta prática é que até hoje adotamos a mesma metodologia que serve, inclusive de base para outras federações do Estado. Ficamos enaltecidos por ter sido exemplo a ser seguido.

O início dos anos 90 não pode demonstrar a mesma empolgação política que norteou toda trajetória da constituinte, a liberdade sindical conquistada a duras penas viu-se confundida com liberalidade, os direitos dos próprios sindicatos foram colocados em cheque, não se aproveitou a grande chance de crescimento, as entidades sindicais enfraqueceram por falta de união. Com este cenário nada empolgante, mais um fato histórico espera os trabalhadores e os próprios empresários.

O breve período do governo do Presidente Fernando Collor trouxe a abertura econômica para o Brasil.

A industria brasileira, pela primeira vez, desde o fechamento em 1976 via sua supremacia ameaçada por produtos estrangeiros melhores e mais baratos.

Esse novo quadro começa a enfraquecer a industria nacional, com o fechamento de fábricas e a transferência da produção para outros estados onde a mão-de-obra é bem mais barata que em São Paulo.

O momento era difícil, a manutenção das conquistas em um mundo sem inflação exigia esforço sem precedente no movimento sindical. É exatamente com este cenário que o atual presidente Rogério José Gomes Cardoso assume o grupo turismo e hospitalidade, com a difícil missão de, no mínimo, manter a status quo. A luta foi árdua, mas o espírito empreendedor e democrático do companheiro conseguiu sobrepor todas as dificuldades, conseguiu acima de tudo manter a coesão dos sindicatos filiados, enaltecendo os trabalhos desempenhados pelos companheiros presidentes, mas não exitando em chamar à responsabilidade esses mesmos companheiros.  Segue o movimento sindical em mares revoltos chegando ao neo-liberalismo.

Desta forma, com o neo-liberalismo introduzido pelo governo Itamar e mais fortemente pelo seu sucessor o Presidente Fernando Henrique Cardoso, o sindicalismo brasileiro perde muito de sua força política.

Com um quadro político estável, e a manutenção do modelo neo-liberal pelo governo do Presidente Lula, o movimento sindical chega hoje estruturado e atuando em novas frentes, dando cada vez mais, sustentação aos seus representados.

Diante da nova estrutura mundial globalizada, a FETHESP deu um salto de qualidade, sua diretoria preocupada com as mudanças sociais passa a investir na qualificação de seus dirigentes, funcionários e nos trabalhadores do grupo, promovendo diversos cursos, seminários e palestras com vistas a propiciar o reconhecimento da cidadania, tendo neste engajamento instituições parceiras como Ministério do Trabalho e Emprego, Secretaria de Relações do Trabalho do Estado de São Paulo, Contratuh, Instituto de Hospitalidade, FEMACO, FECOESP,  FLACTUR – Federação Latino Americana e Caribe dos Trabalhadores em Turismo, DIEESE, OIT – Organização Internacional do Trabalho, entre outras.

É o sindicalismo voltado ao bem estar e ao progresso dos seus representados, sem, contudo abandonar as demandas tradicionais da classe trabalhadora.

A Federação solidificou sua representação,  em seus 50 anos de existência, demonstrando, pelas bandeiras sociais que defende competência suficiente para se fazer ouvir por todos os segmentos da sociedade.

Assim, a Diretoria desta Federação,  vem representando projetos de interesse do grupo no Estado, sempre visando a valorização da cidadania como fator de integração do trabalhador ao mercado de trabalho e, principalmente à sociedade.

A FETHESP trabalha para a melhora das condições de trabalho de todos que fazem parte do seu grupo, dando especial atenção àqueles considerados portadores de necessidades especiais com sua inclusão no mercado de trabalho, bem como o combate aos descuidos na área de saúde e segurança do trabalho que afetam de forma crucial os empregados no todo e, aqui, em especial os que exercem suas funções nas lavanderias onde verificamos que o uso inadequado do percloroetileno  é altamente nocivo a saúde e os empregados da beleza que no seu dia-a-dia fazem uso de produtos químicos.

A FETHESP partícipe do movimento sindical nacional, engajada e alerta vem buscando junto aos órgãos governamentais providências urgentes para minimizar estas situações que tanto prejudicam a saúde de nossos trabalhadores.

Sem perder de vista as oportunidades do mercado de trabalho, a FETHESP luta pela regulamentação de categorias profissionais, dentre as quais enaltecemos os profissionais da beleza , e também, de busca de incentivos ao turismo interno como mola propulsora da economia nacional e da geração de empregos, o que adviria dentre outras ferramentas com a regulamentação dos bingos e a reabertura dos  cassinos no Brasil,  bandeira esta já levantada pela FETHESP desde sua criação.

Atualmente a FETHESP participa de forma efetiva das luta pela redução da jornada de trabalho, Fim do fator Previdenciário, Reforma Agrária, Correção da Tabela do Imposto de Renda, Redução dos Juros do Superavit Primário, Políticas Publicas Geradoras de emprego e Renda e Igualdade de Remuneração entre homens e mulheres.

Esta é uma pequena história de pessoas que se preocuparam e se preocupam com seus companheiros e amigos.

Homens e mulheres que dedicaram suas vidas ao próximo, buscando a melhoria das condições de trabalho, a dignidade e o respeito perante a sociedade, exigindo a união, com liberdade, igualdade e fraternidade.

O resgate da cidadania é missão interminável exigindo a união em torno de um sindicalismo sério e de resultados.

SINDICALISMO É COISA SÉRIA!

 

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